Por que Israel, um país asiático, disputa as Eliminatórias europeias?

Por que Israel, um país asiático, disputa as Eliminatórias europeias? MENAHEM KAHANA/AFP

Israel fica no continente asiático, mas é um país europeu quando o assunto é futebol. Por isso, disputa as Eliminatórias da Uefa para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. A seleção compete na Europa desde 1991 por questões políticas. As tensões com outras nações do Oriente Médio, especialmente a Palestina, tornariam inviáveis jogos entre as seleções na região. Inicialmente, o país era filiado à Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês). 

Mas os países islâmicos se recusavam a enfrentá-lo. Em 1958, por exemplo, Israel ganhou uma qualificatória formada por países asiáticos e africanos sem precisar entrar em campo — venceu todos os jogos por W.O. A Fifa foi forçada a fazer uma repescagem, e Israel perdeu para o País de Gales. Mais tarde, a seleção israelense foi movida para a confederação da Oceania (OFC) — que seria uma eliminatória, em termos técnicos, mais fraca. 

Chegou a se classificar para a repescagem, mas perdeu para a Colômbia antes da Copa de 1990. A geografia fez a Fifa optar por incluir Israel na Uefa a partir de 1991. Além da seleção israelense, os clubes locais também são filiados à confederação europeia e podem participar, por exemplo, da Liga dos Campeões. 

 A única participação de Israel na Copa do Mundo foi em 1970, no México. Na ocasião, os israelenses eram filiados à confederação da Ásia, mas a eliminatória era disputada de forma conjunta entre países da Ásia e da Oceania — e só um se classificava ao Mundial, e Israel se qualificou ao passar por Nova Zelândia e Austrália.
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