Afonsinho

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VIDEO : CRAQUE PERSEGUIDO PELA DITADURA MILITAR

Afonso Celso Garcia Reis, mais conhecido como Afonsinho (Marília, 3 de setembro de 1947), é um médico e ex-jogador de futebol brasileiro. Jogava como meia-armador. Foi revelado pelo XV de Jaú em 1962. 
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Em 1965, foi transferido para o Botafogo, clube pelo qual foi campeão várias vezes, chegando inclusive a ser o capitão da equipe campeã da Taça Brasil, em 1968. Em julho de 1970, em razão de divergências com a diretoria do Botafogo, foi emprestado ao Olaria, na época comandado pelo técnico Jair da Rosa Pinto. No mesmo ano, volta para o Botafogo. 
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Ao voltar, ficou oito meses "encostado" no Botafogo, com o contrato suspenso. A diretoria alvinegra decidira impedi-lo de treinar enquanto não retirasse a barba e os cabelos compridos que passara a usar depois de voltar do empréstimo ao Olaria. Afonsinho resolveu, então, deixar o clube e pediu a liberação de seu "passe", mas os cartolas do Botafogo negaram, e o jogador recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. 
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 "Por trás de tudo isso", conta o ex-jogador, "havia a tentativa de se impor uma medida de força também no esporte. A partir daí, juntamente com o meu pai, um ex-ferroviário que se formara em Direito, partimos para garantir o meu direito de trabalhar. Posteriormente, com a ajuda de outro advogado, Rui Piva, e o Rafael de Almeida Magalhães, conseguimos o passe livre no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, mas só depois de muita luta". 
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 A estratégia dos advogados do jogador foi simplesmente "utilizar um princípio de direito comum na Justiça Desportiva", relembra o advogado Rui Carvalho Piva, patrono de Afonsinho. Afonsinho tornou-se o primeiro atleta do Brasil a ganhar o direito ao passe livre na justiça, em março de 1971. Esse direito só seria instituído exatamente 27 anos depois, pela Lei n° 9615, de março de 1998.

Afonsinho: ‘fui chamado para a luta armada’“

Eu sou contra a Lei Pelé. Acho que o fim do passe endividou os clubes”. A frase, proferida por uma mulher que se apresentou como conselheira do São Paulo Futebol Clube, em um debate na Fundação Cásper Líbero, em São Paulo, soou quase como uma afronta a Afonsinho. 

O ex-jogador, tão famoso pela militância política quanto pelo talento, moveu-se no sofá e limitou-se a discordar brevemente. Logo ele, o primeiro a lutar pelos direitos trabalhistas dos atletas e conseguir na Justiça o direito de ficar com o próprio passe, que praticamente escravizava os boleiros. A bandeira da “libertação” dos jogadores, no início da década de 1970, o tornou figura central quando os mundos da bola e da ditadura militar se misturam – e que o fez participar do segundo debate sobre o assunto em menos de uma semana. O último deles na Cásper, justo no dia 1° de abril, aniversário de 50 anos do golpe, data da conversa com o Portal da Band. 
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 “Eu poderia ter sido preso”, diz Afonsinho, ao afirmar que chegou a ser chamado a entrar para a luta armada em fins da década de 1960. 
No fim, a guerrilha perdeu um combatente para o futebol – mais precisamente o Botafogo. “Se eu tivesse juízo, me internava num mosteiro para passar o resto da vida agradecendo”, brinca. 
 Aos 66 anos, não tomava remédios controlados e apenas se cuidava para manter a forma e continuar disputando as peladas – muitas delas com o amigo Nei Conceição.

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