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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bolas paradas, queda de rendimento e desgaste deixam Jorginho em xeque

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Não há mais unanimidade no Vasco. Antes tido como intocável, Jorginho já começa a ter o trabalho questionado nos bastidores após seis partidas sem vitória, e a tranquilidade que ainda encara o dia a dia vai muito da postura de Eurico Miranda, que não é adepto de trocas abruptas de comando. Visto praticamente como um midas ao quase evitar o rebaixamento no ano passado e levar o Cruz-Maltino ao título invicto no Carioca - com direito a renovação de contrato após assédio do Cruzeiro -, o treinador tem sofrido com questionamentos internos na diretoria e até mesmo no elenco. A liderança isolada de ponta a ponta na Série B, entretanto, ainda dá fôlego na esperança pelo retorno da boa fase.   
O desgaste, por sua vez, é evidente. Em treinamento há duas semanas, por exemplo, o comandante se indispôs com Rodrigo, capitão da equipe e figura muito próxima da diretoria. O zagueiro reclamou de Jordi e questionou o trabalho do preparador de goleiros Flávio Tepedino, sendo repreendido por Jorginho pela quebra de hierarquia. O defensor, no entanto, está longe de ser o único atleta com pendências com o comandante.    
As constantes alterações na equipe também não têm sido vistas com bons olhos e não têm surtido efeito dentro de campo. O time decorado "do goleiro ao ponta esquerda" do início do ano não existe mais. Pikachu ganhou a posição de Madson, Diguinho e Marcelo Mattos alternam como primeiro cabeça de área, Douglas surge como dono de uma posição já testada por Julio dos Santos, Fellype Gabriel e William, na defesa Rafael Marques foi escolhido para substituir Luan - função que vinha sendo de Jomar - e não foi nada bem, e no ataque Ederson e Júnior Dutra chegaram e "furaram" a fila que tinha Leandrão e Thalles.   
Nos bastidores há ainda insatisfação pela queda de rendimento mesmo após 18 dias sem jogos durante a Olimpíada. Dirigentes questionam a performance do clube após este período: três derrotas e dois empates contra clubes na zona de rebaixamento da Série B. Os gols sofridos em bolas paradas também são alvos de "cornetas" internas. Contra Sampaio Corrêa, Santos - duas vezes -, Tupi e Bahia o time foi vazado assim.   
Outro ponto que é evidente para quem convive no dia a dia do clube é o distanciamento entre o treinador e o gerente de futebol Isaias Tinoco, representante da diretoria no vestiário. Ainda líder e garantido no G-4 independentemente de resultados na próxima rodada, seria exagero dizer que Jorginho balança em São Januário. A cultura do próprio clube nem aponta para isso. Mas o desgaste existe e a unanimidade está longe de se fazer presente. Um triunfo sábado, às 16h30 (de Brasília), diante do Oeste, em casa, se faz emergencial para que decisões mais drásticas não comecem a rondar a Colina.
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