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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

VIDEO:O jogo que deu o título olímpico ao futebol masculino do Brasil

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Neymar foi a grande estrela do Brasil na conquista da medalha de ouro inédita no futebol na Olimpíada do Rio de Janeiro e também foi um dos astros da modalidade nos Jogos. Sem a presença de muitas estrelas, muito por conta da desobrigação dos clubes em liberar jogadores para a competição, o jornalista britânico Tim Vickery, da BBC, é um crítico quando o assunto é o futebol olímpico. Apesar das ressalvas, ele acredita que o Brasil teve reflexos positivos dentro do que considera uma "mentira" . - Hoje em dia, vejo o torneio de futebol na Olimpíada como uma mentira, mas acho que para o futebol brasileiro é uma mentira útil. Por que uma mentira? Porque acho que morreu há oito anos, quando o Barcelona levou a coisa para o tribunal arbitral para ganhar o direito de não liberar Messi para os Jogos de Pequim. Ganhou, mas o Messi já estava lá e recusou a voltar. 

Mas a guerra os clubes ganharam e, desde então, não há a obrigação de liberar jogador, e quer dizer que tecnicamente é um terror. É muito ruim o torneio nas Olimpíadas - considerou. Vickery citou como exemplo a Alemanha, adversária do Brasil na briga pelo lugar mais alto do pódio - a seleção venceu nos pênaltis e deixou os alemães com a prata. Para ele, a ausência de jogadores que disputaram a Eurocopa, por exemplo, demonstra a queda de qualidade. - O time da Alemanha, por exemplo: o elenco principal que foi para a França na Eurocopa tinha sete jogadores com idade olímpica. Sabe quanto desses sete foram para o Rio de Janeiro? 

Zero! Os clube não liberaram. Então, a qualidade de adversário não existe. Nesse sentido, é uma mentira. Mas acho que é uma mentira útil para o futebol brasileiro porque ele estava precisando de uma notícia boa, estava precisando chamar o torcedor, e isso aconteceu. 


E segundo porque pode ser que, durante o torneio, o Brasil achou um modelo de jogar - disse. Capitão da conquista, Neymar esteve nos Jogos após um acerto com o Barcelona, que acabou não liberando o craque para a Copa América - era um desejo do atacante disputar os Jogos. Para o jornalista, ainda que o jogador tenha sido decisivo, a seleção chamou mais atenção no aspecto coletivo. - Eu estava na final. Fracasso é uma palavra forte demais, mas, de certa maneira, vi a final como um fracasso individual. O Brasil controlou a maioria do jogo, mas teve poucas oportunidades (...) Sempre Gabriel Jesus, Luan e Gabigol precisavam de tempo demais para chutar. Futebol de alto nível não dá esse tempo, parecia que estava assistindo golfe. 

Então, individualmente, acho que de certa maneira fracassaram os grandes talentos, mas coletivamente (o Brasil) jogou de maneira interessante, conseguiu ficar compacto na frente - analisou. Passada a Olimpíada, sete jogadores que participaram do ouro foram chamados por Tite para a seleção principal. Na agenda, dois compromissos pelas eliminatórias para a Copa de 2018: enfrenta o Equador em Quito, dia 1º, e a Colômbia na Arena Amazônia, em Manaus, dia 6.
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