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domingo, 7 de agosto de 2016

UOL :Como Felipe Wu ignorou gritos, buzina e confusão para fazer história



Sam Greenwood/Getty Images
Felipe Wu conquistou a prata e recolocou o Brasil no 
pódio olímpico do tiro esportivo após 96 anos

A concentração é vital para o sucesso no tiro esportivo. Um milímetro pode significar a chave da vitória, mas também da eliminação. Felipe Wu é moldado nesta realidade. Responsável por recolocar o Brasil no pódio olímpico da modalidade após 96 anos, o atirador de 24 anos teve que lidar com muito barulho em Deodoro, no último sábado (6), quando ficou com a prata na pistola de ar de 10 m da Rio-2016. 

Ele conviveu com gritos de apoio, buzina de torcedores rivais e até mesmo um princípio de confusão na arquibancada. Num dos momentos marcantes da conquista de Felipe Wu, um torcedor russo lançou mão de uma buzina para tentar desconcentrá-lo. Alguns fãs brasileiros não gostaram da atitude, e formou-se um princípio de confusão. Mas a torcida brasileira também se valia do artifício, gritando “Wu, Wu, Wu”, toda vez que um rival do brasileiro se preparava para atirar. O ambiente destoava do padrão nas competições de tiro. 

 “Eu ouvi o barulho da torcida, a buzina da Rússia, vi que um pouco depois teve uma confusão ou algo assim. Mas eu sempre digo que eu tenho que pensar só em mim, no alvo e na arma. Até porque não existe [mais] regra que proíba o barulho”, afirmou Wu após a conquista da prata. O barulho durante as provas é uma novidade nas provas de tiro esportivo. Desde 2014, uma nova regra permite a livre manifestação de torcedores no local das competições. Fato novo que fez com que os atletas tivessem que se readaptar ao ambiente de disputa.

 Desde o início do ano, a equipe de tiro esportivo do Brasil aposta na alteração e no treinamento dos cérebros de seus atletas a fim de melhorar a atenção e, portanto, o desempenho esportivo. O método é conhecido como neurofeedback. Para atingir os melhores resultados, os atiradores têm que manter seus cérebros em uma zona que nem seja muito relaxada, nem tenha ansiedade demais. Tanto que remédios para aumentar a atenção são considerados doping. O treinamento é desenvolvido pelo psicólogo Silvio Aguiar, ex-atirador olímpico que se especializou nas reações cerebrais. 

Ele utiliza aparelhos para medir a frequência cerebral dos atletas (presos à testa) em diversas situações, seja parado, de olhos fechados, abertos. Conforme a reação, Aguiar identifica comportamentos cerebrais que representam distrações.
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