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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Uma "outra leitura" do Maracanazo


A festa já estava pronta. Cartazes de “campeões do mundo” eram vistos por toda parte e nas capas dos jornais. Políticos já tinham os discursos prontos. Uma nação inteira esperava apenas o apito final do inglês George Reader para soltar o grito de alegria no maior estádio do mundo, o Maracanã, construído especialmente para aquela Copa do Mundo de 1950. Mas os milhões de brasileiros se esqueceram de avisar os rivais uruguaios, campeões do mundo em 1930 e invictos em jogos de Copa. 
Os jogadores do Brasil não contavam com a fibra e a raça celeste. E, acima de tudo, não jogaram futebol, não se prepararam adequadamente e entraram já derrotados em campo. O resultado não poderia ser outro: Brasil 1×2 Uruguai. Mais de 200 mil pessoas no Maracanã ficaram emudecidas. E choraram. Muito. Foi o maior choro coletivo da história do futebol. Lenços que tremulavam antes da partida agora enxugavam as lágrimas que escorriam pelo rosto. Estava feita a tragédia. E sacramentada a maior derrota da história do futebol brasileiro, bem como a maior vitória da história dos uruguaios. Jamais o esporte no Brasil foi o mesmo depois daquele 16 de julho de 1950. Ele mudou, felizmente, para melhor. Mas aquela ferida, aberta e escancarada por apenas 11 homens, jamais se fechou. Sempre é hora de relembrar o Maracanazo.
É  comum no jornalismo investigativo ocorrer uma certa fixação quase que doentia  por parte do repórter que investiga um determinado fato , principalmente quando o objeto de interesse do jornalismo ocorreu há muito tempo no passado , nesse caso há mais de 60 anos.                         
                          
                       VIDEO 1

Todo esse preâmbulo acima para novamente voltar ao meu trabalho sobre o jogo que decidiu a Copa do Mundo de 1950.
Vou situar o leitor no tempo e espaço do teor do inquérito em questão . Venho investigando esse jogo há quase vinte anos lendo reportagens da época e entrevistando torcedores que acompanharam o prélio de longe a partir de um radinho de pilha.


…   Cheguei ao certo intendimento :  O Brasil perdeu a Copa de 1950 para o Uruguai , criou se um mito falso de que o goleiro brasileiro Moacir Barbosa foi o grande responsável pelo fracasso do Maracanazo , quando houve uma falha coletiva de nossos jogadores de marcação diante de um Uruguai que jogava seu melhor jogo, talvez o melhor de todos os tempos -   fruto de uma motivação além da compreensão insossa de um torcedor derrotado e frustrado que esperava ver o Brasil campeão mundial de futebol no Maracanã.
É  isso mesmo todos falharam naquele dia 16/07/50 no Maracanã , e o Uruguai aproveitou se disso pra vencer o melhor time que o Brasil já teve em todos os tempos - uma seleção brilhante com jogadores notáveis como Ademir , Zizinho , Jair ,Algusto , Bigode , Jair , Chico , Friaça e o próprio Barbosa.
                            

                                VIDEO 2
 
Situando o leitor no tempo:
Data: 16 de Julho de 1950

O que estava em jogo: o título da Copa do Mundo de 1950

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Juiz: George Reader (ING)

Público: 173.850 (oficial) e mais de 220.000 (estimado)

Os times:

Brasil: Barbosa; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Técnico: Flávio Costa.

Uruguai: Máspoli; Matías Gonzalez e Tejera; Gambetta, Varela e Rodríguez Andrade; Ghiggia, Julio Perez, Miguez, Schiaffino e Morán. Técnico: Juan Lopez.


Placar: Brasil 1×2 Uruguai (Gols: Friaça-BRA aos 2´, Schiaffino-URU aos 21´e Ghiggia-URU aos 34´do 2º T).

Apenas um fator está muito claro na minha opinião Alcides Edgardo Ghiggia  era um jogador muito veloz e explorou a ponta direita do ataque em favor do Uruguai , quando , viu que o time brasileiro não lhe oferecia combate por aquele extremo do gramado do Maracanã.
A cada investida Ghiggia passeava pela ponta direita sem  uma marcação eficaz do time brasileiro.
O jogador  quemarcou o gol do título da seleção do Uruguai contra o Brasil na Copa do Mundo de 1950. Exatamente 65 anos depois de se tornar o famoso carrasco do Brasil, naquele Mundial disputado em nosso país morreu em decorrência de uma parada cardíaca no ano de 2015. 

Até então Ghiggia era o último jogador vivo que disputou a decisão daquela Copa, jogada no Maracanã exatamente no dia 16 de julho de 1950, o dia do Maracanazzo.


Pesquisa : Magno Moreira/ fonte : Imortais do futebol



                        

                            VIDEO 3
Brasil 1 x 2 Uruguai - Final da Copa do Mundo 1950 - 
                                   Audio Rádio Nacional:



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E se o Barbosa tivesse visto o gol do Ghiggia contra a Espanha?por Mauro Beting 
                          VIDEO 4
9 de julho de 1950. Feriado em São Paulo pela Revolução Constitucionalista. No Pacaembu, desde 15h, jogam Uruguai x Espanha. Primeira partida do quadrangular final da Copa no Brasil.
Na mesma hora, no Maracanã, Ademir, artilheiro daquele Mundial, já havia aberto o placar contra a Suécia. Na impiedosa goleada que acabaria 7 a 1 para o Brasil.
No estádio paulistano, jogo equilibrado, o acrobático goleiro espanhol Ramallets fazendo das dele.
Aos 29 minutos, escapou pela ponta direita o camisa 7 charrúa. Alcides Ghiggia. Livre de marcação, às costas do zagueiro-esquerdo, avançou rápido e, em vez de bater cruzado, chutou rasteiro. No canto baixo esquerdo do goleiro, que pulou mas chegou tarde, vendo a bola que veio passar entre as mãos e a trave.
1 a 0 Uruguai.