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sábado, 4 de junho de 2016

VIDEO : Wilma Rudolph uma história emocionante


A superação está intimamente ligada ao esporte e a história desta atleta me emociona e serve me de referência na vida.



Wilma Rudolph was the 20th of 22 children. 

As a young child she was paralysed by polio, and contracted both scarlet fever and double pneumonia. 
Many doctors felt she would never walk again, yet she always believed otherwise. By the time she was 12, she had regained her ability to walk and took up athletics. 
Eight years later she was an Olympic champion.

Após superar poliomielite, velocista Wilma Rudolph conquista três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1960

Quando o pai-fundador dos modernos Jogos Olímpicos, Pierre de Coubertin, afirmou que o paradigma do movimento era “exaltar e combinar, num todo equilibrado, as qualidades do corpo, da mente e da vontade” não poderia prever o surgimento nos Jogos Olímpicos de Melbourne em 1956 de uma estudante de 16 anos que encarnasse à perfeição esses ideais.
VIDEO :
Uma medalha de bronze no revezamento feminino de 4x100 metros, embora bastante admirável, não era um símbolo ortodoxo da grandeza do atletismo. Para uma adolescente, em seus primeiros Jogos, dizia mais sobre promessa do que conquista. No entanto, para Wilma Rudolph – que recebera uma prolongada licença para se ausentar do colégio em que estudava em Clarksville, Tennessee, para viajar 15 mil quilômetros e competir – se fosse apenas esta medalha o auge de sua carreira, ainda assim representaria uma das mais notáveis façanhas na rica história da gesta atlética.
O extraordinário não era que tenha praticado atletismo apenas cinco anos antes de subir ao pódio com suas colegas em Melbourne e sim que só foi capaz de iniciá-lo cinco anos antes. Em 1944, aos quatro anos de idade, contraiu poliomielite e caminhava com aparelho ortopédico até completar nove anos. Nos dois anos seguintes teve de calçar um sapato ortopédico. Porém era tal a dedicação de sua família e o seu próprio espírito indomável, exuberância física e determinação de se juntar às irmãs e amigas nas brincadeiras, que aos 11 anos provou à mãe que poderia crescer sem ajuda. Nove anos depois de se desfazer daquele sapato, havia conquistado quatro medalhas olímpicas, entre as quais três de ouro, e registrado dois recordes mundiais. Mesmo dentro dos elevados padrões de atletas que superaram formidáveis adversidades, a história de Rudolph é única.
Wilma Glodean Rudolph nasceu prematura, pesando apenas dois quilos em 1940, em St Bethlehem, Tennessee, a vigésima de 22 filhos de seu pai Ed e a sexta de oito filhos de sua mãe Blanche. O pai era ferroviário e a mãe trabalhava como criada de famílias brancas ainda na época da segregação racial. Wilma foi criada e morou numa casa de madeira na parte da cidade destinada a pessoas negras. Em sua autobiografia escreveu mais sobre o ambiente caloroso do que sobre a pobreza, porém ressaltou que sua mãe usava sacos de farinha para confeccionar vestidos para as filhas.
Quando sobreveio o impacto da pólio, sua mãe não queria aceitar o diagnóstico do médico: “O doutor disse que eu nunca mais iria andar”, escreveu Wilma. “Minha mãe disse que eu iria andar e eu acreditava em minha mãe”. Achar um hospital disposto a tratar uma criança negra era problemático. O Hospital Meharry para negros da Fisk University em Nashville era sua única esperança, mas ficava a 80 quilômetros de Clarksville, onde moravam. Blanche levava Wilma duas vezes por semana de ônibus para a terapia de água e calor, até que ela conseguiu caminhar com a ajuda de um aparelho ortopédico de metal em sua perna esquerda. Blanche e a filha fizeram essa jornada de ida e volta mais de 200 vezes ao longo de dois anos, sentadas no fundo do ônibus da companhia Greyhound, único lugar permitido para pessoas negras.
 
Pesquisa : Magno  Moreira - dedicada a memória de Wilma , exemplo de superação. 
Opera Mundi