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terça-feira, 21 de junho de 2016

Tite diz que chega à seleção em seu melhor momento

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Da Redação | esportes@band.com.br


O técnico Tite foi apresentado oficialmente nesta segunda-feira como novo técnico da seleção brasileiro. O treinador deixou o Corinthians na última quinta-feira e chega para substituir Dunga, demitido após a eliminação precoce na Copa América do Centenário.

Logo em sua primeira coletiva, o treinador não fugiu de polêmica, principalmente quando foi questionado sobre ter assinado um manifesto pedido a renuncia imediata do presidente Marco Polo Del Nero, em dezembro. Para Tite, aceitar o cargo é uma forma de poder contribuir com o futebol.

"A minha atividade e convite feito foi para ser técnico da seleção brasileira de futebol. Entendo que essa atribuição é melhor maneira para contribuir com ideia da minha vida: transparência, democratização, excelência, modernidade, é a forma que penso e trago para o futebol. Meu legado pode falar sobre a forma com que conduzi", afirmou.

Tite também citou ter coragem para assumir a seleção na atual fase e acredita estar em seu melhor momento profissional.

“Fiquei sentado numa poltrona em 2014 e não veio (após queda de Felipão). Porque as coisas têm seu tempo. Veio agora, entendi que devia aceitar, por fazer parte da minha carreira estar técnico da seleção brasileira. Um objetivo pessoal e talvez o meu melhor momento profissional. Ganhando, mas perdendo muito. Coragem assumir agora”, analisou.

Além de Tite, a CBF também apresentou os auxiliares Cleber Xavier e Matheus Bacchi, filho do treinador. Ambos trabalharam com ele no Corinthians. Edu Gaspar, que também deixou o Timão, é outro que fará parte da nova comissão.

O trabalho de Tite já começa amanhã. Ele viajará para os Estados Unidos para acompanhar o duelo entre Colômbia e Chile, quarta-feira, pela semifinal da Copa América. Os colombianos serão adversários do Brasil em setembro nas Eliminatórias da Copa de 2018.

Tite vai estrear na seleção brasileira no dia 1 ou 2 de setembro, contra o Equador, em Quito, pelas Eliminatórias. Logo depois, no dia 6, pegará a Colômbia, em Manaus. No momento, a equipe está na 6ª posição e não estaria classificado ao mundial.

Veja abaixo outros trechos da coletiva:

Neymar: 
 A partir desse momento começo a interagir. Uma coisa que acredito: o lado humano potencializa o lado profissional. Vindo pra cá, minha perna estava balançando, é o lado humano que todos têm. Posso assegurar que todos, inclusive o Neymar, querem o bem da Seleção. Compete a nós encontrar e buscar o melhor caminho.

Recusa à seleção olímpica no Rio 2016:
 Era muito fácil o técnico alinhavar uma situação, prever estar na Olimpíada, e trazer louros. Se ganha, medalha de ouro. Senão tem desculpa pronta de ter assumido em cima da hora. Isso eu não faço. A prioridade é a seleção brasileira e desenvolver trabalho em cima da classificação. Preciso ajustar, estar dentro dessa situação o mais rápido possível.

Derrota para o Peru:
 Eu estava de cabeça inchada, remoendo derrota pro Palmeiras, e não vi o jogo contra o Peru. Meu foco estava unicamente voltado ao Corinthians, triste. Remoendo a dor. me fecho no quarto, fico no meu canto e pensei no que poderia fazer de melhor. Assisti depois o gol do Peru, não vi o jogo.

Seguir trabalho de Dunga:
 É precipitado, mas dá para trazer como ideia. Aproveita-se dentro do que se entenda ser o melhor, cada um com suas ideias, mas claro que se aproveita. Sou um técnico em formação, vai um tijolinho a cada dia, aprendemos com nossos erros. Não tenho problema algum em melhorar e aprender com acertos dos outros.
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