VIDEOS : Há 46 anos Seleção ganhava o tri na Copa do México

A seleção brasileira de Zagallo, Tostão, Gérson, Rivelino, Pelé e muitos outros, não deu chance aos adversários atingindo seis vitórias em seis partidas. Na estréia, um susto: Petrás faz 1 a 0 para a Checoslováquia e comemora com o sinal da cruz. Jairzinho lhe roubaria a comemoração que se tornaria marca registrada do Brasil neste mundial. O Brasil virou e bateu os checoslovacos por 4 a 1 — gols de Rivelino, Pelé e Jairzinho (2). Neste jogo Pelé tenta pela primeira vez na história do futebol um gol do meio de campo para o desespero do goleiro tcheco Ivo Viktor, que por muito pouco não toma um gol antológico do "Rei". Em seguida, um dos grandes jogos da Copa. Os campeões de 1958 e 1962 venceram a Inglaterra, campeã da Copa de 1966, por 1 a 0, gol de Jair. 

O destaque foi a atuação do goleiro inglês, Gordon Banks, que defendeu uma cabeçada de Pelé, num lance antológico considerado a maior defesa do Século XX. Essa partida, aliás, é considerada uma das mais emocionantes de todas as Copas. O gol brasileiro saiu de uma jogada individual de Tostão pela esquerda do ataque. Ele se livrou de três ingleses e tocou para Pelé, que só rolou para o "Furacão da Copa" soltar um forte chute. Depois, 3 a 2 na Romênia (marcaram Pelé (2) e Jair), assegurando o primeiro lugar na chave. Por pouco, o placar não foi mais elástico: o goleiro romeno Radulescu falhou na devolução da bola e ela foi direto aos pés de Pelé, que emendou de primeira, mas o goleiro, desta vez, estava atento. Nas quintas-de-final, o Brasil ganhou do Peru, treinado por Didi, por 4 a 2 — Tostão foi o destaque do jogo, marcando dois gols; Jair e Rivelino completaram. 

 Nas semifinais, duas guerras: Itália vence a Alemanha Ocidental por 4 a 3 numa epopeia sensacional decidida só na prorrogação; e o Brasil bate o Uruguai por 3 a 1 num jogo violento, em que o Uruguai, fazendo marcação cerrada, impedia as jogadas de ataque do Brasil e ainda inaugurou o placar. Foi preciso uma mudança tática, permitindo o avanço do volante Clodoaldo, que empatou o jogo. No segundo tempo, Jair e Rivelino — numa jogada de pura raça — acabaram de enterrar os campeões das Copas de 1930 e 1950. Neste jogo um novo momento mágico de Pelé. Lançado, ele dá um drible de corpo no goleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz, sem tocar na bola e lhe aplica o "drible da vaca", chuta e a bola, caprichosamente, vai para fora. 

 No último jogo, brasileiros e italianos decidiriam quem ficaria definitivamente com a Jules Rimet. O Brasil venceu a Itália por 4 a 1 e o estádio Azteca foi invadido pela torcida. Pelé chegou até a ganhar uma placa no estádio, que afirmava que o jogador é "um exemplo para a juventude do mundo". O super time do Brasil passou para a história como a melhor seleção de todos os tempos. Zagallo, o treinador, consagrou-se como o primeiro campeão mundial como jogador (58, 62) e como técnico (70). 

A seleção canarinho tinha como titulares: Félix (Fluminense), Carlos Alberto Torres (Santos), Brito (Flamengo), Piazza (Cruzeiro) e Everaldo (Grêmio); Gérson (São Paulo) e Clodoaldo (Santos); Pelé (Santos), Jairzinho (Botafogo), Tostão (Cruzeiro) e Rivelino (Corinthians). Pelé conseguiu sua terceira copa como jogador, um recorde até hoje. Marcaram na final: Pelé, Jairzinho, Gérson e Carlos Alberto Torres numa bomba, aos 42 minutos do segundo tempo, que deu início à festa do terceiro mundial ganho. Brasil três vezes campeão mundial de futebol. 

A Juliew Rimet era brasileira para sempre. Uma vitória incontestável numa campanha perfeita e tão genial que até os gols que o craque dos craques, Pelé, não fez entraram para a história. Anos depois a Jules Rimet foi roubada e derretida no Rio de Janeiro. A Alemanha Ocidental ficou em terceiro lugar e o Uruguai em quarto. 
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Há 46 anos a seleção brasileira ganhou o tricampeonato mundial de futebol. Na Copa de 1970 no México o futebol brasileiro saiu consagrado e ganhou a posse definitiva da taça Jules Rimet. 
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No aniversário dessa conquista inesquecível o blog Esporte para Todos homenageia os tri campeões.A seleção que nasceu sob a batuta de João Saldanha acabou comandada no Mundial pelo então bicampeão Zagallo. 
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Recheada de craques, contava entre os onze titulares com nada menos que cinco feras que vestiam a camisa dez em seus clubes. - Jairzinho era dez no Botafogo. 

Pelé era dez no Santos. Rivellino era dez no Corinthians. Gérson, era o dez no são paulo. Tostão, dez no cruzeiro. Era um futebol de arte – lembra Paulo César Caju. Para chegar até o título, o Brasil venceu as seis partidas que disputou. Um a um foram caindo Tchecoslováquia, Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e na final a Itália.


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  - A melhor seleção do mundo foi o Brasil de 1970 – conta Zagallo. 

 Os depoimentos ajudam a contar cada um destes embates desta seleção mítica, que entrou para a história. - A seleção de 1970 realmente foi o grande time que eu participei – reafirma Carlos Alberto Torres.

PESQUISA MAGNO MOREIRA
FONTES : G1/VIDEOS YOUTUBE

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