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terça-feira, 14 de junho de 2016

Com sonho de se tornar treinador, Paulo Baier tem Tite como modelo

Um dos maiores ícones do futebol nacional pendurou as chuteiras na última semana. A partida entre São Luiz de Ijuí e União Frederiquense cravou os últimos passos de Paulo Baier nos gramados brasileiros. O desejo do ex-camisa 10, agora, é passar seus ensinamentos aos mais jovens. “No próximo dia 25 de junho tenho um curso em Porto Alegre, para ir me aprimorando, realizando alguns estágios para me tornar treinador. 

No próximo ano já espero estar trabalhando. Para isso tenho que estudar e me preparar. Espero conseguir um clube”, disse Paulo Baier, em entrevista à Gazeta Esportiva. O ex-jogador contou que se espelha em três treinadores: Tite, Geninho e Vagner Mancini. 


O primeiro trabalhou com Baier em sua passagem pelo Palmeiras, em 2006. “Trabalhei com o Tite no Palmeiras e, realmente, ele é o melhor. Um cara que todos se espelham”, elogiou o ex-meio campista do Verdão. Hoje técnico do arquirrival Corinthians, e campeão de quase todos os títulos pelo time do Parque São Jorge, Tite vem sendo cotado para dirigir a Seleção Brasileira, principalmente pelos tropeços do técnico Dunga sob o comando da Amarelinha. Paulo, então com 30 anos, esteve presente na pré-lista de 2005 para a Copa do Mundo da Alemanha. 

 “A hora do Tite vai chegar. Acho que a Seleção Brasileira precisa melhorar o nível de seus jogadores. Falam muito do Dunga, mas acho que o problema maior são os jogadores. A Seleção ainda está um pouco abaixo. Quando tiver uma safra melhor, a Seleção vai crescer”, disse. Aos 41 anos, e hoje aposentado, Paulo se tornou uma verdadeira entidade para muitos torcedores e amantes do futebol brasileiro. 

Alguns os chamam de Highlander, o guerreiro imortal, outros, de Presidente, mas todos concordam que Paulo Baier contribuiu muito mais para o futebol do que apenas para as brincadeiras dos torcedores. Camisa 10 artilheiro – Segundo maior artilheiro do Brasileirão na era dos pontos corridos, Baier ostentou a primeira colocação por oito anos, sendo ultrapassado apenas em 2015 pelo centroavante Fred – hoje com 115 gols. 

Com 106 marcados, o ex-meio campista brinca que torceu para o atacante do Atlético Mineiro deixar o país. “Nunca conversei com o Fred. Na realidade, estava torcendo para ele ir embora do Brasil, para ele ir jogar no Barcelona, no Real Madrid, mas não deu certo a minha torcida”, brincou Paulo. “Mas ele é um cara merecedor, bacana, que é centroavante nato, faz muitos gols. Não tenho esse tipo de vaidade, de ficar secando tal jogador. Acho que ele joga por mais uns três ou quatro anos, e deve aumentar a marca. 

Fico feliz que pelo menos um centroavante me ultrapassou, porque nos últimos oito anos nenhum tinha conseguido”, disse o gaúcho, que começou a carreira como lateral direito, e com o nome “Paulo César” atrás do uniforme. Sempre muito bem humorado, Baier comentou sobre as brincadeiras dos torcedores, dizendo que são sempre bem-vindas. “Isso para mim é normal, até porque eles me deixam cada vez mais famoso”, disse, aos risos. “Mas não me incomodo com isso. Eu recebo cada coisa no meu celular, que dou risada sozinho”, finalizou. 

 Aposentadoria – A aposentadoria veio depois de 21 anos de carreira profissional, e foi uma decisão especial para o jogador, que se despediu do futebol no mesmo time que conheceu o esporte, o São Luiz de Ijuí. Paulo se mostrou tranquilo quanto a aposentadoria, com o sentimento de dever cumprido. “Para mim não muda nada esse negócio de sair na mídia. 

Tive uma carreira de superação, de profissionalismo, ajudando sempre os clubes, os treinadores. Acho que sempre fui um cara muito profissional, que se dedicou 100%”, exaltou. Desde 1995, Paulo César Baier vestiu as camisas de São Luiz, Criciúma, Atlético-MG, Botafogo, Vasco, América-MG, Santos, Pelotas, Goiás, Palmeiras, Sport, Atlético-PR, Ypiranga e Juventude. Se destacou no clube goiano, com 50 gols no Brasileirão, assim como no Criciúma, com 13 tentos anotados. Mesmo sem ter atuado em nenhum time de fora do país, o Highlander lembra com carinho de sua estadia no Newcastle, da Inglaterra, e no Venezia, da Itália. “Em 1999 eu tive a oportunidade de ir para o Newcastle e para o Venezia. 

Mas, naquela época, só podia jogar cinco estrangeiros na Europa, e eu cheguei como o sexto, nos dois clubes. Fiquei de três a quatro meses nas equipes e nunca atuei, mas como experiência valeu muito”, relembrou o craque, que destacou a aprendizagem de posicionamento dentro de campo, adquirida no curto tempo passado na Europa. 

 Parceria dentro das quatro linhas – Com mais de duas décadas dedicadas ao esporte bretão, Baier já atuou ao lado de grandes nomes do futebol brasileiro, mas o que mais o chamou a atenção foi Edmundo, o Animal. Parceiros desde a época do Palmeiras, em 2006, os dois ex-jogadores foram apresentados lado a lado. 

O gaúcho de Ijuí relembra com carinho a amizade com o ex-atacante. “O Edmundo foi um cara diferenciado, um amigo particular, que concentrava junto comigo e sempre nos demos muito bem, fazendo uma parceria muito boa”, exaltou Paulo Baier, que afirmou que o baixinho Romário foi o atleta mais difícil de ter atuado contra. 
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Especial para a Gazeta Esportiva.