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Decacampeonato: série de títulos do Coelho gera polêmica entre historiadores

Campeonato de 1925 foi cancelado após uma assembleia de clubes


Ganhar 10 vezes seguidas o campeonato estadual é privilégio de apenas duas equipes brasileiras. Em Minas Gerais, somente o América conseguiu esse feito, de 1916 a 1925. Se comparado a outros clubes brasileiros, apenas o ABC, de Natal, igualou essa marca com as conquistas do Campeonato Potiguar de 1932 a 1941. Um dos maiores orgulhos da história do América, a conquista do deca foi questionada por alguns estudiosos. A interrogação no título de 1925, para alguns historiadores, ocorre pela falta de definição no campeonato daquele ano. Segundo pesquisadores, o campeonato Mineiro'1925 foi declarado inexistente após a realização de uma assembléia de clubes.

O Coelho teria feito apenas um jogo nessa edição, contra o Atlético, e por ter vencido por 1 a 0 teria se declarado, automaticamente, campeão. Além disso, o certame, até a interrupção, tinha o Sete de Setembro e o Cruzeiro como líderes. Outra curiosidade é que não existia o Regional e o titulo máximo era o de “campeão de Belo Horizonte”, como descreve um levantamento do departamento técnico da Federação Mineira publicado no jornal Estado de Minas de 1931. Para o historiador Raphael Rajão é preciso uma pesquisa detalhada para nomear o campeão mineiro de 1925.

"O campeonato não se concluiu. Eu não consultei os jornais da época. Acho que é preciso uma pesquisa a fundo nos jornais. O América foi declarado campeão. Era o América que liderava até o momento em que ele foi interrompido. Mas é preciso uma pesquisa mais elaborada para definir isso. Era um campeonato organizado pela Liga, mas não era profissional. Mas o fato de ser amador não tira a legitimidade do torneio", disse ao Superesportes. Com opinião diferente, o historiador Carlos Paiva ratifica o título americano por vários motivos. "O campeonato de 1925 durou apenas um jogo porque que os outros clubes desistiram, mas o America não. O Coelho formou um esquadrão para ganhar o campeonato. Inclusive, trouxe jogadores de Seleção Brasileira. Havia atletas como Badú, Sangueira, Villa, Pequitoti e o zagueiro Telefone, que veio do Flamengo, mas não queria ser chamado por esse apelido. A qualidade do América fez com que os outros desistissem. Tanto que não houve vice-campeão em 1925. Todos os clubes redigiram um documento declarando o América como campeão", afirmou Paiva, que analisou os jogos de abertura da edição daquele ano. "Na primeira rodada desse campeonato de 25, Palestra (Cruzeiro) e Sete de Setembro jogaram.

O América atuou apenas na segunda rodada e venceu o Atlético por 4 a 1. Todos achavam que o Atlético era o único time que poderia tirar o título alviverde e ficaram assustados com o placar. Porque foi 4 a 1, mas poderia ter sido 8, já que os jogadores do América brincaram dentro de campo. Para se ter uma ideia, a Seleção Mineira daquele ano, que disputava o campeonato interestadual, tinha 10 jogadores do América. O time de Minas goleou a equipe Fluminense (carioca) na estreia por 6 a 1. Ou seja, o América venceu por 6 a 1", completou. Independentemente da polêmica, os anos anteriores foram de glória absoluta do Alviverde. Com exceção ao primeiro Mineiro da história, em 1915, que teve a taça erguida pelo Galo, os nove anos posteriores foram de hegemonia verde.

 O primeiro triunfo regional do América foi na edição de 1916. Na ocasião, o Coelho superou o Galo na decisão. Nos dois anos seguintes, o América venceu o Atlético nas finais até se tornar tricampeão. O torneio de 1919 teve uma final inédita, entre América e Yale, e consagrou a quarta conquista do Coelho. Em 1920, o Guarany, de Belo Horizonte, foi derrota pelo Alviverde na final. Atlético, em 1921, e Cruzeiro, então Palestra Itália, em 1922, foram as vítimas do América nas decisões dos respectivos anos. O octacampeonato veio diante do time estrelado, em 1923. Assim como fez contra o Atlético, nos três primeiros títulos, no Mineiro de 1924, o Coelho venceu a Raposa na terceira vez em que se enfrentaram na luta pela taça. Somadas as conquistas do deca e dos campeonatos de 1948, 1957, 1971, 1993 e de 2001, o Coelho tem 15 títulos estaduais no currículo.

  Superesportes

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Marcos Danilo Padilha Nascimento: 31 de julho de 1985 (29 anos), Cianorte, Paraná Altura: 1,85 m Peso: 80 kg Início de carreira: 2004 Time atualAssociação Chapecoense de Futebol (#1 / Goleiro)