BAND : Cabañas frentista é destaque de rival do Santos


1,78m, 95 kg e artilheiro. Não, não estamos falando do atacante Walter, do Atlético-PR. 
Aos 31 anos, Tonho Cabañas é a grande esperança do Galvez, pequeno clube do Acre, para surpreender o Santos nesta quarta-feira, no primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil.

Com 11 gols em 12 jogos no Estadual, o Cabañas do Acre concilia a vida de jogador com outra profissão. De segunda a sábado, das 06h às 12h, Antonio Silva do Nascimento deixa de lado as chuteiras e coloca o uniforme de frentista para trabalhar em um posto de gasolina, localizado a 10 km de sua casa, na cidade de Rio Branco.

“É uma forma de aumentar a minha renda. Como os clubes aqui normalmente não têm uma agenda anual, só jogam no primeiro semestre, eu preciso ter outro trabalho. Se eu ficasse só com o futebol, teria dor de cabeça. Preciso trabalhar nos dois”, disse ao Portal da Band. O aumento é considerável. Há dez anos como frentista, Tonho recebe em torno de R$ 1,3 mil por mês no posto de gasolina, enquanto o futebol lhe rende R$ 1,5 mil mensais.

Não é fácil para o atacante/frentista exercer as duas profissões. Por conta dos jogos, ele não vai ao posto alguns dias. Mas engana-se quem pensa que o trabalho fica desfalcado. “Eu coloco uma pessoa no meu lugar com autorização deles, como amanhã (quarta-feira), que eu estaria trabalhando”, falou ele, que conta com o apoio dos amigos de trabalho. “Eles sempre me ajudaram, até brincam comigo perguntando quando terá jogo e se eu vou fazer gol”.

A fama no futebol gera brincadeiras com pessoas que vão ao local. A maioria já reconhece Cabañas, o matador do Acre. “Aqui estou bastante conhecido, principalmente no posto. Vários clientes chegam e falam: 'olha o Cabañas, artilheiro do campeonato'”, contou.

Depois da primeira parte do dia, Tonho pega sua moto e vai até o Comando Geral da Polícia Militar do Acre, sede do Galvez, onde treina de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h. Fundado por militares, o clube tem uma folha salarial de R$ 45 mil por mês. A organização, segundo o atacante, é o ponto forte da administração.

“São bastante pontuais, muito corretos. Prezam pela organização e cada um tem de cumprir com tudo. O salário não atrasa. É tudo certo”.

ApelidoAntonio Silva do Nascimento, o Tonho Cabañas, recebeu o apelido quando jogava futsal. O motivo, claro, foi o sobrepeso. “Começaram a me chamar pelo apelido por causa do porte físico. Toda hora me chamavam de Cabañas e pegou. Ainda bem que deu sorte (risos). Não me incomodo nenhum pouco, até me acostumei”, disse ele, que exaltou o paraguaio. “Apesar de estar fora de forma, ele decidia os jogos. Eu gostava muito dele. Era bastante decisivo”.

O jogador não faz questão de negar que é bom de garfo. Entretanto, ele faz questão de ressaltar que vem se cuidando. “Gosto de comer. Quando é para comer, eu como mesmo”, afirmou, aos risos. “Mas não bebo e também não fumo. É só a comida mesmo. Mas agora diminuí um pouco a quantidade, senão eu fico muito grande. Graças a Deus vem dando resultado”, complementou.

Flamenguista desde a infância, o jogador viu Cabañas eliminar o clube do seu coração na Libertadores de 2008. No mesmo ano, o paraguaio ainda fez dois gols no Santos, adversário do Galvez nesta noite. Será que o jogador/frentista fará igual ao xará? “Vamos confiantes para o jogo e se eu tiver uma chance, vou fazer o gol”, concluiu.

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