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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Vereadores do Rio reúnem assinaturas para abertura de CPI da Olimpíada


RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro reuniu as assinaturas necessárias para o pedido de abertura de uma CPI para investigar obras e contratos da Olimpíada deste ano, informou a Casa nesta sexta-feira. As 17 assinaturas, o equivalente a um terço dos parlamentares, foram encaminhadas à mesa diretora da Casa e para o início dos trabalhos ainda é preciso a homologação do presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (PMDB). Segundo o vereador Jefferson Moura (Rede), que liderou o recolhimento de assinaturas, é praxe um pedido com tantas assinaturas ser aprovado. 

 "Queremos conhecer profundamente a relação e os contratos entre as empreiteiras e as obras olímpicas", disse o vereador à Reuters por telefone. "Será uma surpresa se não houver uma irregularidade nas obras que envolvem construtoras investigadas pela Lava Jato." A maioria das empreiteiras que atua nas obras do Rio está sendo investigada pela operação Lava Jato, que apura esquema bilionário de corrupção na Petrobras. Nesta semana, a Justiça do Rio bloqueou cerca de 130 milhões de reais da Caixa Econômica Federal que seriam repassados ao complexo de Deodoro, onde serão realizadas provas nos Jogos. A suspeita é de irregularidades no contrato de terraplanagem feito pelas empresas OAS e Queiroz Galvão. "Vamos buscar uma parceria e uma proximidade com os representantes da Lava Jato que possam ajudar nas nossas apurações e eventualmente determinar ao final dos trabalhos a devolução de recursos e reparos de danos", disse o vereador. Moura informou que a CPI deve ser instalada na semana que vem e os membros da comissão serão definidos em seguida proporcionalmente ao tamanho das bancadas da Casa.

 O prefeito Eduardo Paes (PMDB) e o secretário de governo Pedro Paulo devem ser convocados pela comissão, que terá 120 dias de duração com possibilidade de extensão de mais 60 dias. A prefeitura trabalha para inviabiliar a CPI, de acordo com uma fonte próxima ao órgão. "Não vai ter CPI não", afirmou.
Reuters Brasil