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quinta-feira, 14 de abril de 2016

UOL : Exclusivo: Dunga cutuca Marcelo e desabafa: "querem mudança ou não?"


"Nada supera o trabalho". Esse é o lema usado por Dunga para passar por cima dos momentos de maior pressão na seleção brasileira, seja na época de jogador, como foi em 1990, ou como técnico, agora que enfrenta um dos momentos mais turbulento à frente da seleção pentacampeã. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o treinador mostrou que se sente perseguido e faz críticas aos que dizem que querem reformulação no futebol brasileiro. 

Para ele, as mudanças testadas não são bem-vindas e sempre viram motivo de ataque. Citou que quando tenta mudar algo, é criticado pela atitude. "Querem mudança ou não?", desabafou. O ex-jogador revela por que recusou uma parceria com uma empresa que revolucionou o futebol alemão porque muitos aparecem "vendendo milagres". Ainda na conversa, Dunga admitiu que Thiago Silva está fora de suas convocações por motivos extracampo, analisou a polêmica envolvendo Marcelo e deu o recado, sem especificar nomes, avisando que é preciso querer jogar na seleção e não só estar no grupo. 

Na primeira parte da entrevista, publicada na última quarta-feira (13), o capitão do tetra contou o que acha do nome de Tite e de Jorge Sampaoli se oferecendo para assumir seu cargo. Por fim, o comandante ainda revelou o que mais lhe irrita e revela qual o nível de sua preocupação com o fato de o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não poder fazer viagens internacionais ao lado da seleção. 

                                          CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA: 

UOL ESPORTE: Qual a avaliação do seu trabalho até aqui?
Dunga:
 Não gosto de falar de mim mesmo, mas se olhar o panorama depois da Copa, que teve aquele resultado, o Brasil todo estava desacreditado na seleção. Foi um choque em todo mundo, jogadores, dirigentes, treinadores, torcedores. Aos poucos vamos recuperando. Falamos em mudança no futebol, que o treinador deve pensar diferente, deve se preparar. Todos nós temos que evoluir. Eu entendo quem tenha que escrever, falar, mas as mudanças não ocorrem de um dia para o outro. Precisa haver essa maturação, o aprendizado, uma preparação para mudar. Depois da Copa tivemos bons jogos, bons resultados outros não tanto quanto gostaríamos, mas se ver todos os resultados depois da Copa, em jogos, gols, jogadas e tudo, conseguimos melhorar. A Copa América quando se ganha fala que não é bom, mas quando se perde fala que é decisivo. Quando chegamos na Copa América tínhamos um trabalho com uma base, com um trabalho e durante a competição perdemos quatro, cinco jogadores. Foi complicado. Esse é um grupo que poucos jogaram a Copa América e muito poucos jogaram as Eliminatórias. É um campeonato diferente, juiz diferente, jogo diferente, campo diferente, ritmo diferente, a competitividade é complicada. A seleção está se mantendo. Depois da Copa América reformulamos e tomamos alguns procedimentos. Falam em mudança, comprometimento. Mas quando o treinador troca o jogador, recebe muitas críticas. Muda estilo de jogo, gera crítica. Querem mudança ou não?

A impressão que passa é que o primeiro trabalho encaixou mais rapidamente. Você vê dessa forma também? Está tendo mais dificuldade nessa segunda passagem?
Dunga
: É bom para comparar, mas suas duas realidades diferentes. Se pegar a eliminatória de 2010, na metade da competição estávamos com a mesma pontuação. Não tem diferença. Mas essa é a uma eliminatória atípica. Em 2010 tinha Brasil, Argentina e Uruguai. Dessa vez tem muito mais seleções competitivas. Se analisar, era só Brasil e Argentina com jogadores fora do Brasil, hoje, talvez somente a Bolívia tem menos jogadores, o restante tem jogadores em campeonatos no exterior. Não chegamos nem na metade e estamos a quatro pontos do primeiro. Vai ser difícil? Vai. Mas se pegar toda as Eliminatórias e a equipe vencedora, ela se cria na dificuldade. Foi assim em 1970, 1994, 2002. Não que queremos sofrer, mas é na dificuldade que precisa dar um algo a mais, acrescentar para resolver os problemas. Ganhando acaba ofuscando algumas falhas. Na dificuldade isso fica evidente e mais fácil de corrigir.






                                Danilo Lavieri
Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)
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