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domingo, 3 de abril de 2016

Conheça a história do brasileiro que foi um dos melhores enxadristas do planeta


Henrique Costa Mecking, mais conhecido como Mequinho, é o maior enxadrista brasileiro de todos os tempos. Em 2012, seguia morando em Taubaté e não abandonou os tabuleiros: ainda estuda e participa de eventos e competições. Mequinho nasceu no dia 23 de janeiro de 1952 em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e aprendeu a jogar xadrez com apenas quatro anos de idade. Aos sete já disputava com adultos e, aos 13, obteve o primeiro título nacional. Considerado um fenômeno, chegou a lotar o Maracanã de torcedores disputando o campeonato sul-americano. Venceu os torneios internacionais de Petrópolis (1973) e de Manila (1976). Conseqüentemente, teve a chance de disputar por duas vezes o Torneio de Candidatos, mas foi eliminado em ambas pelos adversários Viktor Korchnoi (1974) e Lev Polugaevsky (1977).

Viveu o melhor momento de sua carreira em 1977, quando conquistou a terceira posição no ranking da FIDE – Federação Internacional de Xadrez, atrás dos russos Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi. Um ano depois, porém, uma doença grave o obrigou a afastar-se dos jogos. Mequinho, aos 25 anos, sofreu uma miastenia – mal que ataca os músculos impossibilitando o controle dos movimentos motores. Na época, viajou para diversos cantos do mundo à procura da cura.
Foi quando se mudou do Rio de Janeiro para o interior de São Paulo e conheceu uma freira, a “Tia” Laura, muito conhecida por ajudar doentes a se curarem pela fé, e passou a dedicar todo o seu tempo à religião. Depois de 1979 a doença foi controlada e as crises mais intensas sumiram. Dedicado à igreja, o ex-enxadrista chegou a se formar em teologia, filosofia e até tentou ser padre.





Sonhando recuperar o status de herói nacional, decidiu voltar ao esporte em 2000, mas a doença, embora curada, ainda deixava seus vestígios na forma de cansaço. Envolvido em campeonatos e eventos, Mequinho mantém uma dieta equilibrada, toma remédios e vai sempre à missa.

Por Danielle Nhoque



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