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COI reitera confiança no sucesso da Rio 2016 apesar de "divisões profundas" no Brasil




GENEBRA (Reuters) - O presidente do Comitê Organizador Olímpico (COI), Thomas Bach, reiterou nesta sexta-feira que a situação política brasileira e "divisões profundas" no país não representam riscos aos Jogos Rio 2016, e afirmou ter confiança no sucesso do evento de agosto. Após cerimônia de passagem da chama olímpica pela sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Bach disse que os meses finais antes das Olimpíadas são sempre os mais complicados, mas garantiu estar confiante que as autoridades brasileiras farão um bom trabalho. "Podemos ver que no Brasil os Jogos Olímpicos são um projeto que realmente une os brasileiros.

O Brasil está em uma situação difícil, é um país com divisões profundas neste momento, e os Jogos Olímpicos oferecem uma grande oportunidade de unir os brasileiros e mostrar quais valores eles compartilham", disse Bach. "E este apoio da população brasileira e o grande trabalho que foi realizado pelo comitê organizador nos deixam muito confiantes de que teremos excelentes Jogos Olímpicos em 2016 no Brasil", acrescentou.

 A reta final de preparação do país para receber os Jogos Olímpicos acontece em meio a graves crises política e econômica. Além do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff que tramita no Congresso, o país enfrenta uma das piores recessões econômicas em décadas e convive com as denúncias de corrupção investigadas pela operação Lava Jato. Ao ser perguntado sobre possíveis irregularidades em obras olímpicas, que segundo procuradores da Lava Jato já estão sob investigação, Bach disse acreditar na transparência dos projetos relacionados aos Jogos.

 "Ouvimos novamente hoje as palavras do ministro do Esporte do Brasil (Ricardo Leyser) de que todas as obras foram feitas em total transparência e prestação de contas... e esta é a informação que temos e que confiamos", afirmou.


 "Não irei especular sobre as intenções dos procuradores no Brasil. Eles são independentes e estou confiante de que irão fazer os trabalhos nos âmbitos legais no Brasil. Não cabe a mim especular". No mesmo evento, que também contou com a presença do presidente do comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, voltou a dizer que existe "preocupação" com o cenário político brasileiro e que a organização monitora atentamente a situação.
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