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sexta-feira, 4 de março de 2016

Não há prova de compra de voto para Copa de 2006, diz relatório encomendado por federação alemã


FRANKFURT (Reuters) - Não foram encontrados indícios de que houve compra de votos na concessão da Copa do Mundo de 2006 para a Alemanha, embora a acusação não possa ser descartada por completo, afirmou uma firma de advocacia nesta sexta-feira em um relatório encomendado pela Federação de Futebol Alemã.
"Não temos provas de compra de votos", disse Christian Duve, da Freshfields, em uma coletiva de imprensa.
Ele disse não poder descartá-la de todo, entretanto, porque sua firma não conseguiu conversar com todos os envolvidos, incluindo Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa que foi afastado do futebol em função de outro escândalo de corrupção no esporte.
O caso foi desencadeado por um pagamento suspeito de 6,7 milhões de euros da Federação de Futebol Alemã (DFB) à Fifa em 2005. A DFB afirmou ter se tratado da devolução de um empréstimo de Robert Louis-Dreyfus, ex-chefe da Adidas, enquanto a revista Der Spiegel disse que o montante foi supostamente usado para comprar votos.
Duve disse que o pagamento da DFB de fato foi transferido para a Fifa em 2005, mas que não foi usado na cerimônia de abertura, como indicado em documentos.
"(O valor) foi transferido imediatamente para uma conta de Louis-Dreyfus", disse Duve.
A fabricante de artigos esportivos Adidas, patrocinadora de longa data da DFB, disse não estar ciente de tal pagamento.
O relatório também identificou um pagamento do então chefe da organização da Copa de 2006, Franz Beckenbauer, por meio de um banco suíço para a empresa de andaimes Kemco no Qatar, cujo dono é Mohammed Bin Hammam, ex-dirigente da Fifa caído em desgraça por acusações de corrupção.