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Jérôme Valcke, ex-secretário da Fifa, é banido do futebol por 12 anos


Depois dos oito anos de sanção impostos a Michel Platini e Joseph Blatter, foi a vez de Jérôme Valcke, que já estava suspenso, ser banido de forma definitiva. Nesta quinta-feira, o presidente do Comitê de Ética da entidade, Hans-Joachim Eckert, atribuiu uma punição pesada ao francês, que será impedido de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol nos próximos 12 anos. A pena começa a valer desde já. 

 No radar das investigações que se desenrolam ao redor da Fifa desde maio de 2015, quando sete dirigentes do futebol mundial foram presos em Zurique, Valcke viu sua casa cair meses depois, quando foi acusado de arquitetar um esquema de desvio de verba a partir da venda de pacotes de ingresso para a Copa do Mundo. Aos 54 anos, o francês foi enquadrado fora dos padrões por ter feito uma gestão desleal na secretaria da entidade. O esquema contava com o pagamento de subornos por parte de empresas de marketing, que faziam com que Valcke acobertasse todo o sistema. Além da polêmica com os ingressos, o ex-secretário também é acusado de se envolver com a venda de direitos televisivos para os próximos mundiais, em 2018; na Rússia, e em 2022, no Catar. 

Classificado em cinco artigos do Código de Ética da Fifa, o dirigente parece não ter colaborado com as investigações, dificultando a obtenção de provas e o acesso a documentos. A mudança na alta cúpula do futebol mundial aconteceu em dezembro. Após ingressar na Fifa em 2003, Valcke foi demitido da entidade em setembro de 2015 após o esquema dos ingressos ser posto à tona. Em 2006, o dirigente já tinha sido acusado de mentir em uma negociação com as patrocinadoras da Fifa, preferindo a Visa a Mastercard e gerando grande descontentamento no mercado.

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