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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

UOL : Cinco Bolas de Ouro são pouco para Messi


 
"Pra te falar a verdade, não pensei muito sobre a Bola de Ouro esse ano. Eu deixei isso de lado há alguns anos, não me preocupo mais com prêmios individuais.”
Por 
Vinicius Alexandre, do Blog Nou

Messi deu a declaração acima em uma entrevista que foi ao ar numa emissora de televisão argentina em dezembro. Escolhi começar o texto com ela para mostrar que a premiação de hoje, ainda que tenha sido mais um reconhecimento ao reinado do nosso camisa 10, não tem mais um grande valor. Como disse aqui em um outro texto, depois de tanta corrupção, a Fifa perdeu toda a credibilidade que tinha e isso impacta no peso da premiação do melhor do mundo. E, acima de tudo, para Messi não há prêmio maior do que vencer cinco títulos com o Barcelona em um ano. São esses troféus que mostram o legado que ele está construindo.

Desde o final da temporada passada já sabíamos que ele seria o vencedor da Bola de Ouro. Mesmo a lesão que o afastou de campo por dois meses não conseguiu diminuir tudo o que o camisa 10 fez no restante do ano. Liderou o Barça rumo ao triplete, em seu primeiro ano como um dos quatro capitães do time mostrou todo seu amadurecimento como jogador e como pessoa. Fez o gol mais bonito da Liga dos Campeões, ao deixar Boateng deitado no chão, e também da Copa do Rei, ao deixar meio time do Athletic para trás no gol que abriu o placar na final. Mesmo dividindo os holofotes com Suárez e Neymar, o argentino conseguiu ser o grande destaque de um ano quase perfeito. Não havia como premiar outro jogador.

Durante os últimos dias, o Barcelona publicou em seu site oficial várias entrevistas com ex-jogadores do clube, todas elas mencionando em algum momento a Bola de Ouro. Na excelente entrevista de Thierry Henry, uma boa parte do tempo foi dedicada a falar sobre o melhor do mundo e sua influência no jogo. Em certo momento, o francês falou:


“Tínhamos jogadores incríveis no nosso time, mas, quando não sabíamos o que fazer, nós procurávamos Messi.”


Anos depois da saída de Henry, agora com um time com mais jogadores capazes de decidir uma partida do que naquela época, o cenário é o mesmo. Aquele 0 a 0 não saía do placar contra o Bayern, até que Messi chutou de fora da área e abriu o placar. E depois, fez o gol mais bonito do torneio. Já nos acréscimos, lançou Neymar num contra-ataque e o brasileiro matou a eliminatória. Um jogo que poderia muito bem ter acabado sem gols, mas um jogador resolveu mudar a história daquela semifinal. Os jogadores procuraram Messi, e ele fez o que se espera de um gênio: transformou o impossível em realidade.
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