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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Com documento de 1920, Ambev cobra WTorre por direitos no Allianz


A WTorre, construtora responsável pela administração do Allianz Parque, recebeu uma carta em que a Ambev cobra direitos comerciais no estádio. A reivindicação está baseada em uma antiga escritura do terreno, datada de 1920.
O espaço onde hoje fica a arena palmeirense foi comprado naquela época da Antarctica, uma das marcas que atualmente pertencem à Ambev. Ficou estabelecido que a empresa teria exclusividade na venda de bebidas no estádio e alguns outros benefícios, como a reserva de lugares nobres na arquibancada para seus diretores. Popularmente, o local foi chamado de Parque Antarctica até a construção da nova arena.
Com base nisso, a Ambev busca alguma contrapartida na casa palmeirense. Segundo o L! apurou, a intenção da empresa é exatamente a exclusividade na venda de bebidas no estádio, cota que é negociada pela WTorre. Outra possibilidade seria uma mudança no naming right da arena para “Allianz Parque Antarctica”, retomando assim a denominação popular que perdurou por décadas entre os torcedores.
Após ser notificada, a WTorre acionou seu departamento jurídico para cuidar do caso, mas acredita que a discussão não terá eco. Na escritura apresentada à construtora na ocasião da assinatura do acordo com o Palmeiras já não constava a participação da Antarctica. O documento de 1920 abrangeria um espaço que não é mais da maneira descrita.
A WTorre vendeu o nome da arena para a Allianz por R$ 300 milhões, divididos em 20 anos, podendo renovar por mais dez. Antes, diz ter oferecido os direitos à própria Ambev, já que o nome “Parque Antártica” já era conhecido pelos torcedores. A empresa teria respondido, à época, que preferia aliar a marca Brahma ao futebol e recusou a oferta.
Contatada, a Ambev confirma a notificação mas nega que tenha reivindicado o naming rights e a venda exclusiva de bebidas no estádio. A Allianz não quis comentar o caso.
O contrato da WTorre com o Palmeiras é de 30 anos. Nos cinco primeiros anos, a construtora repassa ao clube 5% da receita, valor que cresce 5% a cada cinco anos.
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