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sábado, 12 de dezembro de 2015

A versão de Quiroga o goleiro "peruano " da Copa de 1978

O Peru vendeu o jogo. A Argentina comprou o Peru e por isso venceu por 6 x 0 e se classificou para a final da Copa do Mundo.
Quantas vezes você já ouviu isso?
Essa estória, ou história para muitos, vem desde 1978 quando o Brasil empatou com a  Argentina, em Mar del Plata, e ficou na dependência do encontro dos anfitriões com os peruanos na última rodada da segunda fase.
O Brasil enfrentou a Polônia horas antes e venceu por 3 x 1.
A Argentina numa manobra malandra mudou o horário do seu jogo para mais tarde.
Se a Argentina não vencesse o Peru de goleada era o Brasil de Cláudio Coutinho que iria à final.
A classificação do Grupo B da segunda fase aponta Argentina e Brasil em primeiro com cinco pontos.
Os donos da casa se classificaram porque marcaram dois gols a mais que o Brasil: 8 contra 6.
Teriam que vencer o Peru pelo menos por quatro gols de diferença, venceram por seis.
Resultado: O Brasil disputou o terceiro lugar e ganhou da Itália, 2 x 1, com um gol antológico com a curva de Nelinho e a Argentina venceu a Holanda na final e foi campeã do mundo pela primeira vez.
Os jogadores peruanos são chamados de vendidos até hoje.
Em 2004, na Copa América, do Peru, eu conversei com o goleiro daquela Seleção e um dos maiores “vendidos”, segundo os informantes brasileiros.
Quiroga era o cicerone da Seleção do México e Ramon Miflin, grande jogador da Seleção Peruana de 70, atuava na mesma função com a Seleção do Brasil.
Fomos a feia cidade de Piúra para o jogo México 0 x 4 Brasil, nas quartas de finais do torneio.
Miflin era amigo de Quiroga, a quem dizia que era uma espécia de Barbosa peruano, um homem injustiçado por ter tido o azar de estar no lugar errado no jogo errado.
A injustiça, segundo Miflin, era mais dos estrangeiros, no caso os brasileiros, do que dos peruanos que ainda tinham Quiroga em boa conta. Era um ídolo.
Quiroga lembra que depois de 78 continuou jogando no Sporting Cristal e que o brasileiro Elba de Pádua Lima, o Tim, foi técnico do Peru em 82, na Espanha, e o convocou e mais do que isso, o escalou como goleiro titular.
“Se eu fosse um vendido e tivesse mesmo prejudicado o Brasil, você acha que o brasileiro Tim teria me chamado de novo”, diz Quiroga.
públicado em Blog do Quartarollo
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