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sábado, 21 de novembro de 2015

Relatório de ética da Fifa defende sanções contra Blatter e Platini


                                           Por Brian Homewood 

 BERNA (Reuters) - Investigadores sobre ética na Fifa defenderam neste sábado sanções contra o presidente da entidade, Joseph Blatter, e o chefe do futebol europeu, Michel Platini, impondo um novo golpe à candidatura de Platini para suceder Blatter como líder do órgão que comanda o futebol mundial. Os dois foram suspensos de seus cargos por 90 dias em 8 de outubro na pendência de uma investigação completa, em meio a um escândalo de corrupção no futebol e investigações criminais na Suíça e nos Estados Unidos. 

 A câmara de investigação do comitê de ética da Fifa, que age independentemente do comando da organização, disse neste sábado que completou sua investigação, mas não revelou por que estava recomendando sanções nem o que essas sanções devem ser. O relatório será agora passado para a câmara decisória da comissão, que decidirá se os inquéritos devem ser prosseguidos e sobre quaisquer eventuais sanções. 


 "A câmara de investigação independente do comitê de ética apresentou seus relatórios finais que contêm pedidos de sanções contra Joseph Blatter e Michel Platini para a câmara decisória presidida por Hans-Joachim Eckert", afirmou o painel de ética em comunicado. "Por razões relacionadas com os direitos de privacidade e a presunção de inocência até prova em contrário, a câmara não irá publicar detalhes sobre os relatórios concluídos e as sanções pedidas contra os dois dirigentes." Blatter é presidente da Fifa desde 1998, enquanto Platini comanda a Uefa desde 2007 e, até ser suspenso, era o favorito para substituir Blatter na eleição presidencial da Fifa em 26 de fevereiro. 


 Blatter também enfrenta investigação criminal na Suíça sobre um pagamento de 2 milhões de dólares da Fifa a Platini, que recorreu à Corte Arbitral do Esporte contra sua suspensão. O pagamento foi feito em 2011 por um trabalho que Platini fez nove anos antes, disse a promotoria suíça, acrescentando que Platini foi considerado "entre uma testemunha e uma pessoa acusada". Os dois dirigentes negam irregularidades.
Reuters Brasil