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domingo, 23 de novembro de 2014

Dois craques que deixaram saudadade no Cianorte FC

As feras se encontraram por acaso no aeroporto de Congonhas! Danilo, goleiro da Chapecoense, e Henrique, artilheiro do Palmeiras. Dois monstros que ganharam destaque no Cianorte FC. Alias, o Danilo é filho da nossa terra. Já o Henrique foi artilheiro primeiro aqui! Quantas curtidas esta dupla merece?

Dois ex craques do Cianorte FC encontraram por acaso no aeroporto de Congonhas! Danilo, goleiro da Chapecoense, e Henrique, artilheiro do Palmeiras. Dois monstros que ganharam destaque no Cianorte FC. Aliás, o Danilo é filho da nossa terra. Já o Henrique foi artilheiro primeiro aqui!

Nota publicada no facebook pelo radialista Martins Neto/CIA FM

A 1 rodada do fim da Série B, Vasco garante o 3º lugar e o acesso à Série A

Terminada a 37ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, a 18ª do returno, o Vasco, que empatou com o Icasa por 1 a 1, manteve-se no 3º lugar na classificação e terminará o campeonato nessa colocação. A diferença para o 5º colocado (o Atlético-GO) caiu de 6 para 4 pontos. A diferença para o líder Joinville manteve-se em 7 pontos. O Vasco garantiu o acesso para a Série A 2015.
Club name: Club de Regatas Vasco da Gama
O Icasa foi excluído da Série B pelo STJD por ter acionado a Justiça comum, mas segue disputando a competição enquanto o caso não é julgado no Pleno. O América-MG perdeu 6 pontos devido à escalação de um jogador irregular.

Com 10 gols marcados, Douglas é o artilheiro do Vasco na Série B. O goleador máximo da competição é Magno Alves, do Ceará, com 18 gols. 

                CONTEÚDO NETVASCO

Internacional vence Atlético-MG por 2 a 1 e volta ao G4


Duas partidas abriram neste sábado a 36ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. No Beira-Rio, o Internacional venceu o Atlético-MG por 2 a 1. Os gols dos gaúchos, que chegaram à terceira posição, com 63 pontos, foram marcados por Rafael Moura e Fabrício. Dodô marcou para o Atlético-MG, quinto colocado, com 61.

Em Salvador, o Atlético-PR derrotou o Bahia por 2 a 1. Os paranaenses marcaram com Willian Rocha e Bady, e chegaram aos 50 pontos, na oitava posição. Os anfitriões fizeram seu gol com Henrique e, com a derrota, estão em 18º, com 34 pontos.

A competição segue neste domingo, com Santos x São Paulo, Sport x Fluminense, Figueirense x Vitória, Cruzeiro x Goiás, Flamengo x Criciúma, Coritiba x Palmeiras, Chapecoense x Botafogo e Corinthians x Grêmio.


36ª rodada - 22/11/2014 às 23:03 | Assessoria CBF

Resultados do Paranaense de Futsal Feminino 2014/ sábado 22/11

 
FEMININO


 
2ª RODADA - DIA 22 DE NOVEMBRO DE 2014 - SÁBADO



EM CIANORTE - GINÁSIO TANCREDO NEVES - 20H00


C.A.F.E./ FUTSAL CIANORTE
07
X
02
LONDRINA FUTSAL/IATE CLUBE
 
EM TELEMACO BORBA - GINÁSIO HEITOR ALENCAR FURTADO - 18H00


PREFEITURA MUN DE TELEMACO BORBA
03
X
02
AGFF/FAC GUAIRACA/PM GUARAPUAVA
 
 
CONTEÚDO FEDERAÇÃO PARANAENSE DE FUTSAL
 

sábado, 22 de novembro de 2014

F1 UOL Rosberg conta com falha de Hamilton e sai na frente na decisão; Massa é 4º

REUTERS/Ahmed Jadallah

Nico Rosberg sairá na frente do líder do campeonato Lewis Hamilton neste domingo, no GP de Abu Dhabi. Na disputa pelo título, que será definido nesta prova, o alemão ganhou uma vantagem para ser campeão pela primeira vez. Neste sábado, nos Emirados Árabes Unidos, Rosberg dominou as ações e cravou 1min40s480. Além disso, Hamilton errou e não conseguiu manter a liderança que teve nas outras parciais. Felipe Massa sai em quarto, atrás de seu companheiro de equipe Valtteri Bottas.(Confira todos os tempos aqui)

A corrida que define o Mundial de pilotos de Fórmula 1 – o de construtores já é da Mercedes – começa às 11h deste domingo, com acompanhamento do Placar UOL. A Rede Globo anuncia a transmissão.
Na briga pela taça, as chances estão inclinadas a Lewis Hamilton, líder do campeonato com 17 pontos de vantagem (334, contra 317). Mas, como a pontuação deste domingo valerá o dobro do tradicional, o panorama mudou bastante e uma combinação de resultados pode colocar Rosberg como o melhor do mundo.

Para o inglês, basta chegar na segunda colocação para repetir o título de 2008, quando ainda corria pela McLaren. Para o alemão, o melhor cenário é vencer e torcer para algum outro piloto se meta entre eles e chegue na segunda posição.
Com os resultados deste treino, Rosberg mostrou que está em grande fase e jogou a pressão para Lewis Hamilton, que não poderá errar e não poderá deixar que alguém, se intrometa na briga entre eles, especialmente na largada, quando ficará arriscado de perder posições ou até de sofrer acidentes.
"Foi apenas um passo, um passo pequeno. Este fim de semana é só sobre o título, e não sobre a pole. Seria ótimo ter uma Williams entre nós, mas isso pode acontecer amanhã", disse Rosberg.
Hamilton, segundo a BBC, não estava no melhor dos humores. Perguntado sobre como fará a primeira curva agora, foi seco: "como sempre faço".

O treino

Começando com menos calor, com 33 graus na pista e 26 graus de ambiente, todos os pilotos foram cedo para a pista, buscando um espaço sem tráfego para cravar voltas que garantissem uma posição no Q2. Massa iniciou a sessão andando na marca de 1min42s, atrás do companheiro Bottas, e Rosberg e Hamilton já começaram a andar bem abaixo, em 1min41s.
Com pouco tempo de pista, para não desgastar pneus, as principais equipes deram poucas voltas, a ponto de Felipe Massa figurar só em 11º até a última volta, quando enfim voou e fez o terceiro tempo, a apenas dois décimos do primeiro colocado Hamilton.

O início do Q2 teve Hamilton forçando mais: 1min40s alto, seguido de longe por Massa. Rosberg demorou um pouco mais a marcar seu tempo rápido, e ficou logo atrás do inglês, garantindo um posto no top 10.
Já com a noite caindo, Felipe Massa melhorou seus tempos, e Rosberg não se incomodou em terminar em quarto, atrás de Hamilton, do brasileiro e de Bottas, respectivamente.
A decisão da pole position veio no Q3, com dez minutos de carros na pista afundando o pé no acelerador em busca da volta mais rápida. Felipe Massa foi um dos primeiros a cravar tempo. Mas, a Mercedes mostrou sua força: Rosberg, Hamilton, Massa e Bottas, o primeiro deles, com mais de quatro décimos mais veloz.
Os pilotos voltaram para os boxes para a troca de pneus e, nos segundos finais, pintou a disputa centésimo a centésimo, definindo a última pole position da temporada. Quem se deu melhor foi Rosberg, que melhorou seu tempo para 1min40s480. Massa falhou em melhorar seu tempo, e viu Bottas tomar sua terceira colocação, por cerca de um décimo.

CONTEÚDO UOL

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ex-Palmeiras, Gareca é o mais cotado para assumir a seleção da Costa Rica



Ex-Palmeiras, o técnico Ricardo Gareca é o nome mais cotado para assumir o comando da Costa Rica, a seleção sensação da Copa do Mundo de 2014.
Faltariam apenas poucos detalhes para que o anúncio seja feito. O argentino deixou o comando do Verdão no começo de setembro, dando lugar a Dorival Jr.

                         CONTEÚDO IG

F1 : Que futuro aguarda Vettel, na Ferrari, e Alonso, na McLaren, em 2015?


Sebastian Vettel já falava, meio sem perceber, como piloto da Ferrari em 2015 desde a saída da Red Bull, conhecida em Suzuka, no Japão, no início de outubro. Mas nesta quinta-feira saiu o anúncio oficial. O tetracampeão do mundo vai pilotar os carros italianos nas três próximas temporadas.

A McLaren-Honda, contudo, espera a definição de seu principal patrocinador para fazer como a Ferrari hoje no Circuito Yas Marina e anunciar, em grande estilo, a contratação de Fernando Alonso para 2015 e 2016. Fãs da Fórmula 1 e até mesmo profissionais do evento questionam o que levou os dois pilotos, com um retrospecto de impressionantes seis títulos mundiais, considerados os mais talentosos atualmente na F-1 ao lado de Lewis Hamilton, a mudar de equipe?

Que futuro os aguarda? “Eu sempre sonhei em pilotar uma Ferrari. Quando éramos pequenos, no kart, nosso ídolo era Michael Schumacher. Ele estava na Benetton, mas depois na Ferrari só vencia, vencia”, disse Vettel. De fato, o componente emocional pesou na decisão de Vettel de trocar uma organização como a Red Bull, campeã dos oito campeonatos que disputou nos últimos quatro anos, os quatro dele como piloto e do time como construtor. Mas não seria exagero afirmar que dentre os fatores levados em conta por esse alemão de 27 anos talvez seja o de menor importância.

O que então teria sido decisivo? Dois componentes dessa história em especial: evitar novo confronto com o ainda companheiro de Red Bull, Daniel Ricciardo, em 2015, e deixar a equipe quase ao mesmo tempo em que o principal responsável pela supereficiência técnica dos seus carros, o engenheiro Adrian Newey. “Senti que era o momento de sair. Você reflete sobre tudo, ouve o seu coração e..." explicou Vettel.

                  CONTEÚDO : G1

Fluminense é alvo de piadas engraçadas após apanhar da Chape no Maracanã


Dentro de casa, no Maracanã, o Fluminense foi derrotado na noite desta quinta-feira por um placar pesado: 4 a 1 para a Chapecoense, em jogo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Bruno Silva (duas vezes), Camilo e Leandro marcaram os gols dos visitantes. Rafael Lima, contra, descontou.

Com esse resultado, o Tricolor ficou ainda mais distante da sonhada classificação para a Libertadores e se manteve com os mesmos 57 pontos, na 7ª posição. Já a equipe catarinense deixou a zona de rebaixamento. A Chape chegou aos 39 pontos e foi à 15ª posição na tabela.


Primeira etapa amarrada recebe vaias da torcida
Precisando da vitória para seguir firme na briga pela Libertadores, o técnico Cristovão Borges não quis inventar e optou por manter a equipe que vinha fazendo boas exibições neste Campeonato Brasileiro. A única diferença em relação ao time que venceu o Clássico Vovô foi a entrada de Cícero no meio de campo, na vaga de Wágner, suspenso.
Parecia que o Tricolor se manteria forte como nas rodadas recentes. Logo com 2 minutos, o time teve boa troca de passes e Rafael Sobis recebeu a bola dentro da área. O atacante deu um passe para Fred, que finalizou bem, cruzado, para grande defesa de Danilo. Porém, a Chapecoense deu a resposta no minuto seguinte e mostrou que o confronto não seria fácil, como a posição dos dois na tabela poderia sugerir. Após falha de Jean, Camilo ficou cara a cara com Cavalieri, mas chutou para fora.

O jogo ficou amarrado. O Tricolor tinha grandes dificuldades para penetrar na defesa adversária. Até conseguiu marcar um gol, com Sobis aproveitando o rebote da dividida de Cícero com o goleiro dos visitantes, mas foi invalidade pois o meia estava em posição irregular. Posteriormente, o mesmo Cícero sofreu falta no meio de campo e Conca cobrou rápido. Rafael Sobis recebeu bom passe e entregou a bola para Jean.

A jogada não deu em nada, mas o camisa 23, por ter se chocado com o arqueiro da Chape, gerou protestos tricolores pela marcação de uma penalidade.
Nada foi assinalado e por pouco os donos da casa não ficaram em desvantagem. Guilherme Mattis foi obrigado a fazer alguns grandes desarmes e neutralizar o ataque da equipe catarinense. Quando não estava presente para desarmar, como foi o caso de uma finalização de Fabiano, Diego Cavalieri conseguiu efetuar a defesa.


Nesse contexto, quando soou o apito do árbitro Elmo Alves Resende Cunha assinalando o fim do primeiro ato, parte da torcida vaiou o Fluminense, que não apresentava a atuação que um Maracanã com bom público deseja ver.


Dois gols da Chapecoense e muitas vaias


Se estava insatisfeita quando o juiz indicou o intervalo, a torcida do Fluminense teve motivos de sobra para ficar furiosa com o time. No retorno ao gramado, os donos da casa sofreram um gol-relâmpago. Depois de trapalhada da defesa ao afastar o perigo da área, a bola sobra para Bruno Silva, que solta um foguete e deixa a Chapecoense na frente: com 1 minuto, 1 a 0.


O Tricolor era esmagadoramente superior em termos de volume de jogo. As chances de gol, no entanto, eram escassas. E quando havia, Danilo salvava os visitantes. Foi esse o caso em um cabeceio de Fred, dentro da pequena área. O arqueiro fez um verdadeiro milagre.


A noite não era mesmo do Flu. Nas poucas vezes que tocavam na bola, os adversários faziam aquilo que os mandantes não conseguiam de forma alguma: criar boas chances e convertê-las em gols. Aos 20, 25 e 39 minutos, a cena do início do segundo ato se repetiu, protagonizada por Camilo, Leandro e novamente Bruno Silva, respectivamente: 4 a 0 para a Chape e muitas vaias para os donos da casa. Gritos de "burro ecoaram para o técnico Cristovão Borges.


Perto do apito final, Rafael Silva desviou errado um cruzamento de Carlinhos e jogou a bola contra a próprio patrimônio. Foi o gol de honra dos donos da casa. Ao invés de a torcida festejar, vaiou. O mesmo ocorreu quando o confronto foi finalizado. Os protestos só não foram maiores pois grande parte do público já havia deixado o estádio a essa altura.



FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 4 CHAPECOENSE
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 20/11/2014 – 19h30
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Bruno Raphael Pires (GO)
Renda/Público: R$ -/- pagantes
Cartões Amarelos: Guilherme Mattis, Valencia e Carlinhos (FLU); Douglas Grolli (CHA).
Cartões Vermelhos: -
GOLS: Bruno Silva, 1'/2ºT (0-1); Camilo, 20'/2ºT (0-2); Leandro, 25'/2ºT (0-3); Bruno Silva, 39'/2ºT (0-4); Rafael Lima (contra), 40'/2ºT (1-4).
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Jean, Marlon, Guilherme Mattis e Chiquinho (Carlinhos, 27'/2ºT); Valencia, Edson, Cícero (Walter, Intervalo) e Conca; Rafael Sobis (Kenedy, 27'/2ºT) e Fred. Técnico: Cristovão Borges.
CHAPECOENSE: Danilo; Fabiano, Rafael Lima, Douglas Grolli e Rodrigo Biro (Ednei, 33'/2ºT); Wanderson, Bruno Silva, Diones e Camilo (Abuda, 35'/2ºT); Tiago Luis e Leandro. Técnico: Celso Rodrigues.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Técnicos negros sofrem para quebrar preconceito e ganhar espaço no futebol

Seedorf no comando do Milan / Crédito: AP
Se nos gramados os negros conseguiram cavar seu espaço (e obter protagonismo) no futebol mundial, fora das quatro linhas eles ainda lutam por um lugar ao sol. E não está nada fácil avançar a postos de comando no esporte mais popular do planeta.
Apenas 19 dos 552 principais cargos disponíveis no comando dos times de futebol profissional da Inglaterra são ocupados por negros, segundo um levantamento feito no país e divulgado no início desta semana.

No Brasil, em todos os 20 clubes da Série A, só um é comandado por um negro – o Fluminense, com o técnico Cristóvão Borges. Contando as duas principais divisões nacionais (Séries A e B), só 15% dos treinadores são negros – 6 dos 40.
"Se você descer a hierarquia, você vai ver mais negros - massagistas, roupeiros, treinadores de goleiro. Mas treinador, dirigente, são cargos maiores e não querem dar esse espaço aos negros", disse à BBC Brasil o cientista social Marcel Diego Tonini, pesquisador da USP que tem trabalhos de mestrado e doutorado sobre o tema "negros no futebol".


Primeiro negro campeão brasileiro, o técnico Andrade, que comandou o Flamengo na conquista do título nacional em 2009, não teve outra chance em clubes de elite após a passagem pelo time carioca. Para ele, ainda há resistência na hierarquia do futebol porque "não estão preparados pra verem um negro dirigindo um clube."
"A dificuldade é da história do nosso país, ela dificulta as ações de negros para assumirem cargos de grande importância. Acontece nas grandes empresas e acontece no futebol também", contou à BBC Brasil.

Alguns dirigentes brasileiros, no entanto, discordam que a ausência de negros no comando do futebol esteja relacionada a racismo ou preconceito. Paulo Pelaipe, diretor de futebol com passagens por Grêmio e Flamengo, é um deles – no time carioca, ele trabalhou com Jayme de Almeida, técnico negro que comandou a equipe no título da Copa do Brasil em 2013 e foi dispensado de forma polêmica neste ano.

"Eu não vejo assim, não sinto isso. O Jayme (de Almeida), por exemplo, sempre foi muito apoiado pela torcida, é uma pessoa espetacular. A comissão tinha muitos negros, não tinha distinção, e é assim que tem que ser. As pessoas valem pelo seu caráter", disse.
O presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, também negou que haja preconceito contra dirigentes ou técnicos negros. "Não tem técnico negro? Então ligue para a (presidente) Dilma e mande ela fazer uma cota pra técnico negro", ironizou. "Eu sou um árabe, não sou um negro, mas também sou discriminado (na sociedade). Não acho que exista nenhum preconceito (no futebol)", disse.

Leia mais: Racismo no futebol: Brasil debate penas, Itália indica caminho contrário

Dificuldades

Andrade saiu do Flamengo em abril de 2010 após ter vivido o auge da carreira na Gávea, com um título improvável do Brasileiro de 2009, um dos mais disputados da história do formato de pontos corridos.

Cristóvão Borges / Crédito: N. Perez, Fluminense


Mesmo em alta – foi considerado o melhor técnico brasileiro naquele ano -, ele passou cinco meses sem clube, depois teve curtas passagens por Brasiliense (2010), Paysandu (2011), Boavista (2012) e São João da Barra (2014) – esse último da segunda divisão do Campeonato Carioca. Hoje, está desempregado.

"Claro que eu gostaria de ter oportunidade em um grande clube, mas tem que administrar isso na cabeça. Por razões que eu desconheço, a oportunidade não aparece", lamenta.
"Acho que tem também preconceito, mas isso já vem de anos, essa coisa do negro não ser diretor, treinador, não é de agora. Com o tempo essa história pode mudar, mas não vai mudar da noite pro dia."

Andrade conta que, no Flamengo, "sentiu o preconceito de uma forma enrustida, às vezes, com algum tipo de comentário maldoso dentro do clube mesmo", mas nunca de maneira explícita.
Já Lula Pereira, ex-jogador que atuou como técnico em clubes como Ceará, Bahia e Flamengo, afirmou à revista Placar no ano passado já ter sofrido na pele a discriminação. "Já ouvi de empresários: 'O pessoal do clube gostou do seu perfil, mas, me desculpe, você é preto'."
Para o pesquisador Tonini, o que há no futebol é reflexo do mesmo racismo que está intrínseco à sociedade.


"Envolve algo muito além do futebol, uma questão cultural de que os negros não seriam capazes de coordenar uma equipe, de que eles não poderiam dar ordens a outras pessoas, incluindo brancos."
"No futebol, isso é institucionalizado pelos dirigentes que comandam o futebol, que não permitem de alguma maneira o acesso desses cargos a essas pessoas."


Leia mais: No ano da Copa, racismo é mais um 'fantasma' no futebol brasileiro

Europa

Não é só no Brasil que os negros têm pouco espaço nos cargos mais altos do futebol. Na Itália, por exemplo, o holandês Clarence Seedorf foi ídolo do Milan como jogador e se aposentou dos gramados para assumir o comando do time no ano passado, mas não teve muito tempo para mostrar trabalho – após cinco meses e 22 jogos, ele acabou demitido.
"É triste ver que são pouquíssimos treinadores negros. Dos ex-jogadores de cor, quantos viraram treinadores? É bem verdade que não devemos ver somente a cor da pele. Mas isso também é um aspecto", disse o holandês em uma conferência da Uefa, em setembro.

BBC Brasil